terça-feira, 3 de março de 2015

Sílaba tónica...

 A sílaba tónica não ocupa sempre o mesmo lugar, na palavra. Segundo a sua posição, as palavras classificam-se assim:

Palavras Agudas – a sílaba tónica é a última.
Ex.: Coração – pé – pão – café – lá – em – um.

Palavras Graves – a sílaba tónica é a penúltima.
Ex.: Caneta – lápis – gente – escola.

Palavras Esdrúxulas – a sílaba tónica é a antepenúltima.
Ex: Árvore – gramática – ginástica – médico.
Nota: todas as palavras esdrúxulas têm um acento escrito.

Masculino e feminino de algumas palavras (nomes e adjetivos)...

Algumas palavras podem mudar de género, lê o quadro e observa:



Adjetivos biformes – Possuem uma forma para o feminino e outra para o masculino. Assim sendo, a formação do feminino costuma variar de acordo com a terminação da forma masculina. Vamos ver alguns exemplos?
- Nos adjetivos terminados em “-o”, somente trocamos essa terminação por “-a”:
bondoso – bondosa
claro – clara
escuro – escura
honesto – honesta
- Os adjetivos terminados em “-ês”, “-or” e “-u” recebem a terminação “-a”:
norueguês – norueguesa
sedutor – sedutora
cru – crua
- Nos adjetivos terminados em “- ão”, a forma feminina se dá pela terminação “-ã”, “-ona”:
são – sã
pagão – pagã
brincalhão – brincalhona
- Nos terminados em “-eu”, a formação do feminino é constituída pela terminação “-eia”:
europeu – europeia
plebeu – plebeia

Números decimais...

Empregamos uma vírgula para indicar o algarismo que representa as unidades e separá-lo da parte decimal.


Regras práticas
  • Nos números decimais, a vírgula fica sempre à direita do algarismo das unidades; o algarismo das unidades é aquele que tem a vírgula imediatamente à direita.
  • A vírgula separa a parte inteira da parte decimal de um número.
  • Quando um número é menor que 1, no lugar das unidades está um zero.

Vamos treinar...

Grupos nominais e grupos verbais



Para realizar a actividade, imprime esta página.
 


Lê as frases e escreve nos lugares certos.




Frases
Grupo Nominal
Grupo Verbal
A Marta corre depressa.
 
 
O Vasco fala com o pai.
 
 
A fonte pinga.
 
 
A Ana levanta uma cadeira.
 
 
As casas estão a envelhecer.
 
 
o ou u?



Para realizar a atividade, imprime esta página.

1. Completa com o ou u:
  • ag__lha
  • c__zinha
  • pér__la
  • merg__lho
  • port__guesa
  • ass__biar
  • c__rrida
  • m__lhar
  • proc__rar
  • m__ralha
  • c__mida
  • âng__lo
  • c__merciante
  • cons__ante
  • and__rinha
  • cont__
  • lomb__
  • c__lminar
  • gônd__la
  • peníns__la
  • est__dar
  • p__ema
  • rem__neração
  • enc__lher


  • 2. Distribui as palavras anteriores pelas duas casas.


    Já que andamos a falar de reis e princesas, aqui fica a história de "D. Pedro e D. Inês de Castro"...

    D. Pedro e D. Inês de Castro
    • D. Pedro I foi o 8º rei de Portugal. Uns chamaram-no de Justiceiro outros de Cruel. Estas "alcunhas", ou cognomes, têm a ver com uma triste história de amor que viveu quando ainda era príncipe. Tens curiosidade? Então lê a história de D. Pedro e D. Inês de Castro, uma das mais famosas histórias de amor do mundo!
    • D. Pedro nasceu em 1320 e era filho de D. Afonso IV, que teve muitas dificuldades durante o reinado, nomeadamente por causa de pestes e maus anos agrícolas. Viveu também muitas guerras na conquista de África, por isso queria muito agradar o povo.
    • Tudo começou com o casamento de D. Pedro com uma princesa espanhola, D. Constança. Não existia amor entre os dois, uma vez que o casamento foi arranjado pelos pais. Foi nessa altura que D. Pedro conheceu D. Inês de Castro, uma das aias (dama de companhia) de D. Constança, por quem se apaixonou.
    • Esta ligação amorosa não foi nada bem vinda. Todos tinham medo que D. Inês, filha de um poderoso nobre espanhol, pudesse ter má influência sobre o príncipe. Assim, quando D. Constança morreu, D. Afonso continuou a condenar o namoro dos dois apaixonados.
    • De início, D. Afonso tentou afastá-los, proibindo D. Inês de viver em Portugal. Mas isto não resultou porque os dois pombinhos foram morar para a fronteira de Portugal e Espanha e continuavam a encontrar-se. Diz-se que se casaram nesta altura, mas ninguém sabe de certeza.
    • O rei estava muito preocupado porque via que o povo tinha medo da influência de D. Inês, além do mais não estava nada contente com as guerras e a fome que se viviam no reino. Assim se explica a decisão de D. Afonso IV de condenar D. Inês de Castro à morte, influenciado por dois conselheiros.
    • Sabias que o local onde D. Inês foi morte, em Coimbra, é hoje conhecido como a Quinta das Lágrimas? É um lugar onde os namorados se encontram.
    • Depois da execução de D. Inês de Castro, D. Pedro revoltou-se contra o pai e declarou-lhe guerra. Felizmente, a paz voltou graças à rainha-mãe, que evitou o encontro militar entre pai e filho.
    • Quando D. Pedro subiu ao trono, era muito cuidadoso com o povo, que gostava bastante dele. Mas uma das primeiras coisas que fez foi vingar a morte de D. Inês de Castro executando de modo cruel os ex-conselheiros do pai: mandou arrancar-lhes o coração! Dizia que era assim que se sentia desde que D. Inês tinha morrido.
    • O mais sinistro de toda a história é que D. Pedro elevou D. Inês de Castro a rainha já depois de morta e obrigou toda a corte a beijar-lhe a mão, ou o que restava dela (porque D. Inês já tinha morrido há dois anos).
    • Apesar de ter perdido o seu grande amor, D. Pedro voltou a casar-se e teve vários filhos, legítimos e ilegítimos. Dois deles chegaram a reis: D. Fernando e D. João I, Mestre de Avis.

    • Mandou depois construir o mosteiro de Alcobaça, onde fez um belo túmulo para D. Inês de Castro. Mesmo em frente mandou construir o seu, onde foi enterrado em 1367. Diz-se que estão nesta posição para que, quando acordarem no dia do Juízo Final, olhem imediatamente um para o outro.
    • A trágica história de D. Pedro e D. Inês inspirou poetas, escritores e compositores em Portugal e no estrangeiro. Camões foi um dos primeiros escritores a celebrar a lenda, em "Os Lusíadas".